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Interessante a iniciativa do Plurk para tornar o site disponível em mais idiomas – eles literalmente colocaram os usuários para trabalhar. Em questão de horas os verbos da ferramenta já estavam traduzidos para diversas línguas.

O PCTP, ou Plurk Collaborative Translation Project, não é inédito. Em 2006 o agregador de conteúdo GTalkr (in memoriam) fez algo parecido e também em tempo recorde o site estava disponível para toda a Babel da internet, incluindo versões em português de Portugal e do Brasil (tendo eu mesma como tradutora).

Será que já deveríamos como padrão deixar um arquivo com todos os textos do site prontos para tradução? O fenômeno dos filmes e séries que ganham legendas relâmpago tem tudo para se repetir no browser.

Rachel Hinman, estrategista de design para celulares da Adaptive Path, criou um desafio interessante: “90 mobiles in 90 days”. No próximo trimestre ela quer pensar, rascunhar, desenhar e prototipar idéias para o celular. Tudo isso registrado no blog da ação.

A primeira idéia lançada foi sobre a organização de conteúdos. Rachel propôs a substituição das tradicionais listas por formatos mais lúdicos e inusitados, como o do caleidoscópio e dos globos de vidro (aquele souvenir onde as coisas flutuam dentro dele).

sketch

Em outra idéia Rachel discute uma alternativa aos menus drop down. E na idéia seguinte uma importante questão de mercado, a recarga de créditos. 90 Mobiles é um brainstorm altamente qualificado para quem se interessa pelo tema. Vem aí muita coisa fora da caixinha.

Alguns pensamentos de Christina Wodtke, autora de Blueprints for the Web, diretora de produtos do LinkedIn, fundadora da Cucina Media, editora do Boxes & Arrows e co-fundadora do IA Institute (ufa!).

  • Rápido e feio é melhor do que lento e bonito
  • O tempo de escanear a página é tão importante quanto o de carregá-la
  • Com a busca as ações físicas são pouquíssimas: olhar, digitar e clicar

Extraído do Findability.org

Seminário INFO - Internet Móvel Ontem tive a chance de participar do Seminário INFO sobre Internet Móvel, aqui em São Paulo, e gostaria de compartilhar algumas coisas aqui no blog.

As palestras passaram por vários temas relacionados a internet mobile, da parte técnica (licenciamento de freqüência das operadoras, plataformas de desenvolvimento e sistemas operacionais) à criativa (exemplos de ações feitas com m-commerce, m-banking e serviços de SMS), passando também pela parte prática, que diz respeito à rentabilidade dos serviços e à publicidade.

Mas a menina dos olhos do evento foi a tecnologia 3G, recém-chegada ao Brasil. Para quem não está familiarizado com o termo, trata-se da geração de celulares e dispositivos móveis que possui (além dos serviços convencionais) banda larga para transferência de dados e serviço de posicionamento por triangulação de antenas e por GPS - somados a telas maiores, processamento mais rápido, maior capacidade de memória e, em alguns casos, tecnologia touch screen. O assunto, que norteou quase todos os debates do Seminário, está causando furor entre desenvolvedores, operadoras, fabricantes, agências e demais players desse mercado. Isso porque as possibilidades que surgem com o 3G são inúmeras: viabilidade de novos serviços e aprimoramento dos já existentes, novas formas de publicidade, transmissão de vídeos e rádios web no celular, barateamento dos serviços de dados, massificação do uso de internet e o que segue.

Duas discussões interessantes que foram levantadas nas palestras:

  • Mobile Banking. Com a nova tecnologia 3G e o aumento do número de pessoas com acesso a banda larga no celular, os serviços de Mobile Banking vão se popularizar. Alguns defendem o desenvolvimento de aplicativos e interfaces próprias para celular, enquanto outros dizem que, com o advento dos novos browsers e das telas maiores, os usuários poderão usar os próprios Internet Banking já disponíveis na web para fazer suas transações.
  • Publicidade. A publicidade no celular ainda não está bem resolvida. A tendência é usar cada vez menos os formatos tradicionais (banners e SMS-spam) e partir para ações mais imersivas. Nas palavras de Abel Reis, presidente da AgênciaClick e um dos palestrantes do Seminário, cases como o Cinema Interativo Idea Adventure ou o da campanha de lançamento do Fiat Punto são apenas alguns dos experimentos que têm sido feitos pela agência, mas ainda não definem nenhuma “fórmula mágica” a ser seguida em outras ações. Dois bons caminhos apontados por ele são: 1. a publicidade enquanto serviço, que seja útil ao consumidor, e 2. a publicidade enquanto rede social, que se torne relevante à medida que interliga pessoas.

Em tempo, uma curiosidade interessante: esses celulares temáticos que vemos por aí e que já trazem algumas músicas na memória – o Motorola da Fergie, o Sony Ericsson da Cláudia Leitte – são formas de incentivar o uso do celular como media player e quebrar a barreira da experimentação. Foi estatisticamente comprovado que os aparelhos que já vêm com mp3 são muito mais usados como tocadores de música do que os outros modelos que possuem as mesmas funções. Bastava as pessoas experimentarem.

Outros assuntos abordados no evento: Google Android, lançamento do Yahoo! Go 3.0, Google Maps, Fusão entre Apontador e MapLink, carros com SIM Cards, GPS, M-Payment e o tão esperado iPhone 3G. Confira a cobertura do evento no site da INFO.

Saí do evento bastante animado com os caminhos que se abrem com o 3G e cheio de idéias na cabeça.

Mais alguém foi? Deixe sua impressão nos comentários =)

O ano já está em sua 24ª semana e eu em meu 20º trabalho da temporada. O número realmente é assustador - quase 1 job por semana! Isso porque deixei de fora da lista a consultoria existencial e os trabalhos que apenas acompanho. Sei que é uma conta masoquista, mas acho que passei a fazê-la pra justificar os almoços na mesa do escritório e minha falta de tempo para ver os amigos, atualizar o blog e ainda acompanhar as referências que recebo diariamente.

E para não passar mais uma semana em branco resolvi fazer um apanhado das coisas bacanas que vi nos últimos dias:

Propaganda ao vivo

Sem comentários essa ação da Honda - um corajoso comercial ao vivo na TV. No vídeo, pára-quedistas saltam em tempo real e formam o nome da montadora. Sensacional. Dica do Propaganda Interativa

Galeria de padrões de interação

O Fabricio Teixeira marca ponto toda semana com uma ótima referência. A última delas foi o link da Konigi Interface Patterns, mais um pra nossa listinha de bibliotecas de padrões.

Novas features do Axure

Começamos a usar pra valer a versão 5.0 do Axure. A Elisa Volpato e a Ana Cláudia Pátria descobriram coisas bem bacanas nela. Agora é possível validar formulários, fazer aquele link âncora, mover painéis dinâmicos (bem útil no caso de formulários) e ainda linkar para a página anterior (back). Qualquer dia a gente vai estar programando pra valer. rs

Padrões do Yahoo pra viagem

Essa dica veio do Ex Vertebrum. O Yahoo disponibilizou uma série de stencils com os principais elementos utilizados em seus wireframes: grids, menus, botões, calendários e formulários, entre outros. Os arquivos originais estão disponíveis para OmniGraffle, Visio (XML), Adobe Illustrator (PDF e SVG) e Adobe Photoshop (PNG). Pena que o Axure (RP) ficou fora dessa.

Uma TV só de AI

O blog Information Architecture Television traz uma série de vídeos sobre user experience. O acervo já conta com mais de 100 arquivos sobre SEO, usabilidade, tecnologia e muito mais. Dica da antenadíssima Luiza Voll.

Prazos, verba, equipe, recursos, controle de qualidade, questões legais, política, tecnologia, processos, promoção… Afff! Realmente é longo o caminho entre a idéia e o produto final. Stephen Anderson ilustrou esse percurso através de um divertido paralelo com a saga de George Lucas para levar adiante o projeto Star Wars em “Leading the Rebellion”.

Nesta apresentação realizada na Adaptive Path MX Stephen identificou algumas lições que se aplicam ao desenvolvimento de um projeto visionário.

1. Ganhe credibilidade com um projeto comercial
Foi o que Lucas fez em 1973 com American Graffiti, filme que lhe rendeu 5 indicações ao Oscar, incluindo o de melhor direção e melhor roteiro, além de 1 Globo de Ouro

2. Encontre um patrocinador
Antes de achar um investidor para o projeto é preciso encontrar alguém que acredite em você. Essa pessoa pode ser até mesmo um companheiro de equipe, papel que em Star Wars coube a Allan Ladd Jr., VP da Fox na época

3. Molde algo dentro de padrões internacionais
Antes de se tornar o melhor designer é preciso se tornar o melhor estudante de “interações humanas” e incorporar as melhores práticas de design na sua empresa

4. Torne o invisível visível
Protótipos e wireframes são uma boa forma de materializar e clarificar idéias

5. Deixe a visão direcionar a tecnologia
Ao invés de focar na interface é preciso olhar para as pessoas e entender como elas interagem com seu produto. “Desenhe antes, construa depois”, alerta Stephen

6. Seja apaixonado e prepare-se para o pior
Star Wars foi um filme que tinha tudo para dar errado. Poucas pessoas acreditavam no roteiro; no 2º dia de filmagens o deserto do Saara teve a pior tempestade em 50 anos e muitos robôs apresentaram sérios problemas técnicos. O filme ficou muito próximo de ser engavetado e o diretor George Lucas chegou a ser hospitalizado durante a produção por conta de tanto stress

Pronto para se tornar um designer Jedi e liderar a rebelião em sua empresa? De acordo com Stephen as lições não páram por aí - originalmente ele tinha previsto 15 delas, o que significa que “Leading the Rebellion” pode ainda virar uma trilogia.

Recycle TV

Minha relação com a TV mudou há exatos 3 anos, depois de ver a 1º temporada de Lost ainda pelo canal AXN. Como não seria possível esperar mais 6 meses pelos episódios da temporada seguinte, que já estava sendo exibida nos EUA, segui pelo marginal caminho dos downloads. E nunca mais acompanhei um programa sequer pela programação regular da TV, extremamente amarrada a horários que nem sempre combinam com a minha agenda ou vontade.

Um projeto colaborativo bem interessante lançado neste mês pela Isobar ilustra esse novo comportamento do telespectador. O blog Recycle TV propõe novos usos para aquele aparelho quadrado gigante – a TV pode virar uma estante de livros, hostess de bar, peça decorativa e até mesmo um colar.

Recycle TV

“Colors”, estante de livros assinada por Yegustrepo

Recycle TV

“Fashion Geek”, o colar de Giselle Beiguelman e Vera Bighetti

Recycle TV é uma divertida experiência de TV enquanto a IPTV brasileira ainda enfrenta a burocracia da lei civil, direitos de propriedade intelectual, tributação, competição e quadro regulatório, entre outras. Para o arquiteto de informação fica o desafio de se reciclar entender a TV interativa que vem por aí, tema inclusive de um post anterior.

Em tempo: chegamos ao nosso 100º post!

Gráfico interativo NameVoyager

Utilizado pelos autores do livro The Baby Name Wizard e desenvolvido por Martin Wattenberg, o gráfico interativo NameVoyager mostra em uma única interface os nomes mais populares nos Estados Unidos desde 1880 até 2007. Interessante observar a rapidez da aplicação, a alteração dinâmica da URL e a preocupação com a sinalização visual do gráfico.

Lembrou-me da tendência apontada por Stephen Levitt em Freakonomics, de que a popularidade dos nomes de bebês aparece em ondas e é influenciada pela cultura pop, por músicas, filmes, artistas, por fatos históricos e pela classe social dos pais da criança. Já existem arquitetos de informação e planejadores utilizando a ferramenta na hora de escolher nomes para suas personas, já que a ferramenta permite localizar os nomes mais populares em determinada década.

Link: NameVoyager

No último sábado acordei um pouquinho mais cedo do que eu gostaria para falar com muito mais gente do que eu imaginava sobre user experience. Participei, junto com o Guilhermo Reis, da aula inaugural do curso de Pós-Graduação em Arquitetura de Informação da Faculdade Impacta de Tecnologia.

É bacana ver o nascimento de uma nova geração de AIs com formação especializada. Eu, particularmente, comecei a trabalhar na área antes mesmo de saber o que era Arquitetura de Informação – definitivamente um caminho muito mais penoso e cheio de tropeços.

Na palestra fiz um apanhado das principais idéias que tenho trazido aqui diariamente – Arquitetura de Informação cada vez mais aliada a estratégia. Também selecionei alguns cases da AgênciaClick que acompanham esse pensamento:

Conforme prometido, a palestra já está disponível no Slideshare (ainda sem o áudio):

Formulários

Eu já havia achado exagero do James Kalbach escrever um livro apenas sobre navegação. O que dizer então de uma publicação dedicada a formulários?  “Web Form Design: Filling in the Blanks” é o novo livro de Luke Wroblewski, um dos diretores de Design do Yahoo!, ex-Ebay e fundador da LukeW Interface Designs.

Luke mostra como o formulário é crucial nas interações online. Em um processo de checkout, por exemplo, um cadastro mal desenhado pode acabar com a venda.  Nas comunidades virtuais ele é um verdadeiro portal de entrada – apenas no MySpace cerca de 150 milhões de usuários começaram seu relacionamento preenchendo essas caixinhas quadradas. E são os formulários que permitem hoje toda a colaboratividade que existe na web – para colocar um vídeo no You Tube ou compartilhar um link no Del.icio.us é inevitável o preenchimento deles.

O autor disponibilizou no Flickr todos os prints utilizados no livro. Pela loja da Rosenfeld Media é possível comprar a versão digital da publicação por um preço camarada (US$ 19 ou cerca de R$ 33) e, o melhor ainda, sem longas esperas nem custo de frete.

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