Lideranças criativas com background de UX em agências

Carreira de um criativo em agências

Quando comecei a trabalhar com publicidade, a figura do Diretor de Criação da agência era uma.

Normalmente ele tinha trabalhado como Diretor de Arte por muitos anos, depois começou a coordenar um pequeno grupo de criativos, até ir aos poucos assumindo contas e responsabilidades maiores e chegar à posição de Diretor de Criação.

O interessante é que, ao mesmo tempo em que esse profissional percorreu a trajetória vertical (de criativo-chão-de-fábrica até chegar à diretoria criativa), ele também percorreu um caminho horizontal de incorporar o digital ao seu trabalho, à medida em que os meios digitais ganhavam força no país. Afinal, esse cara tinha trabalhado com o tal do “offline” por muitos e muitos anos. E foi ali que ele aprendeu muito do seu método criativo que usa até hoje.

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Os ganhadores dos ingressos para o Interaction South America 2013

Já falamos aqui sobre o Interaction South America 2013, sobre os palestrantes já confirmados e sobre o sorteio de ingressos aqui no blog.

Depois de 154 retweets e 153 candidados (um deles era uma conta fantasma), finalmente o resultado:

Primeiro número sorteado no random.org: 66

66

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Monday Readings

Monday Readings UX AI

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 29.07.13

#1

Parece óbvio, só que não.
Em um recente estudo da Localytics, descobriu-se que um em cada quatro aplicativos mobile nunca são usados depois do download e 26% deles não são usados mais do que uma vez. Ou seja, metade de todos os aplicativos são usados menos de uma vez. Uma das hipóteses levantadas por esse artigo é de que as marcas que desenvolveram esses apps estavam mais preocupadas em divulgarem suas marcas do que serem realmente úteis na vida das pessoas, resolver problemas e assim, agregar valor.

#2

O que acontece quando todo mundo começa a fazer seus próprios mapas?
Ferramentas online como a OpenStreetMap tem permitido qualquer um se tornar um cartógrafo. Mas o que significa na prática ter a possibilidade de criar seus próprios mapas, editando dados e apontando os locais de acordo com suas preferências? Cada vez mais os mapas têm deixado de ser apenas literais, mas também conceituais. Para Eric Steiner, ex-presidente da Sociedade Norte-Americana de Cartografia, o papel da disciplina tem se afastado da noção de representar o mundo com precisão para a de criação de uma representação simbólica do espaço.

Apesar das críticas de que o foco na personalização no mapeamento do mundo poderia levar a uma visão limitada das coisas: ao invés de se orientar no mundo, mapas online te levariam a orientar o mundo para si mesmo. Mas talvez, enquanto mapeamos os lugares que já conhecemos, nós também acabamos a aprender a mapear o que não temos.

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Desenhando a experiência do Desenvolvedor

Developer Experience

Jeremiah Lee criou este logo para seu workshop no SXSW. Desenvolvedor, UX e designer, né?

Muito do sucesso do iPhone, Twitter e Facebook está no fato de serem mais do que produtos: são plataformas que permitem outras pessoas criarem negócios baseados em seus serviços (pense na indústria de apps e games entorno do iPhone). Outras empresas começaram a perceber as vantagens nesta abordagem, como a Nike está fazendo com o Fuelband. Assim, não é de se espantar que o seu cliente/empresa decida também seguir este caminho de abrir as portas do produto (seu código) para que outros criem novos produtos a partir dele (se já não o fez).

Contudo, ao abrir suas funcionalidades para que outros utilizem, você está criando também um novo público para o seu produto: os desenvolvedores, afinal eles serão os responsáveis em utilizar o seu código para criar algo novo em cima.  E a necessidade deste público é totalmente diferente da necessidade do usuário final: eles vão querer conhecer as regras do negócio, entender as funcionalidades disponíveis e precisarão de um meio de comunicação dedicado à ele. A decisão por usar um serviço ou o outro pode depender disso.

Da criação desta interface com o desenvolvedor vem a necessidade de pensarmos na experiência do desenvolvedor, termo que conheci assistindo uma palestra do Jeremiah Lee, um desenvolvedor que descobriu a imporância do UX também nesse contexto. A partir desta palestra (e também deste artigo),  fiz essa pequena lista com o papel do UX para a criação desta interface com desenvolvedores:

#1 APIs

A maneira mais comum de disponibilizar seus serviços para desenvolvedores terceiros é por meio de uma API (sigla em inglês para Interface de Programação de Aplicativos). Assim como você se preocupa com a navegação, fluxo e coerência da interface visual do usuário final, as APIs precisam ser pensadas com o mesmo carinho. Isso vai desde escolher a terminologia e o padrão mais adequado (“Nome completo” ou “nome” e “sobrenome”?) até pensar todos os cenários de erros que podem acontecer e a mensagem para cada um. Interessado no assunto? Recomendo a leitura do livro Web API Design (gratuito e em inglês) e também do blog API UX (em inglês).

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Você já reparou?

Continuando com a minha série de posts questionando a maneira em que fazemos sites (veja o meu post anterior Repensando o “acima da rolagem”), hoje tenho uma nova pergunta para você.

Você já reparou quantos sites hoje informam aos usuários que eles precisam rolar para baixo para ver mais informações?

Aqui separei alguns para você ver:

GoBank

https://www.gobank.com/

Spendee

http://www.spendeeapp.com/

The Future of Airlines

http://www.f-i.com/fi/airlines/

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Protótipos para dispositivos móveis

Dispositivos móveis e suas interfaces gráficas estão cada vez mais sofisticados e presentes em nosso dia-a-dia.

Por isso, enquanto designers, ferramentas que nos ajudem a apresentar ideias, fluxos e transições a clientes e equipes são sempre bem-vindas. Mais que isso, essas ferramentas permitem experimentar o aplicativo de fato onde será usado, perceber se textos estão legíveis, se botões têm uma área ideal para o toque e por aí vai. Depois de apresentar seu próximo projeto assim, você vai amaldiçoar JPGs estáticos “zipados” enviados aos seus clientes.

Já falamos aqui no blog sobre o Framer, e vamos explorar algumas novas opções para criar protótipos navegáveis de maneira rápida, indolor e fácil de compartilhar.

Protosketch

proto_sketch

Distribuídos pelos criadores dos UI Stencils, esse iPhone app se baseia em sketches para entregar protótipos. É ideal para quem gosta de rabiscar suas interfaces a mão-livre ou usando os stencils fornecidos pelo fabricante. Você pode usar a câmera do celular para tirar fotos dos sketches e depois criar seu fluxo de navegação. O aplicativo corta e enquadra as imagens para o tamanho do aparelho.

Vantagem
Transformar sketches em mockups navegáveis

Desvantagem
Não permite protótipos de alta fidelidade

Fluidui

fluid ui

O FluidUI é prático de usar por ser web-based, o que o faz ser multi-plataforma. Ele permite a criação de protótipos tanto de baixa quanto de alta fidelidade através de upload da interface desenhada em outro software. Você também pode compor seu mockup usando mais de 1700 elementos de interface dos sistemas mais usados em dispositivos móveis.

Vantagem
Suporte para vários sistemas operacionais mobile

Desvantagem
Colaboração entre equipes é limitada

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