Você já reparou?

Continuando com a minha série de posts questionando a maneira em que fazemos sites (veja o meu post anterior Repensando o “acima da rolagem”), hoje tenho uma nova pergunta para você.

Você já reparou quantos sites hoje informam aos usuários que eles precisam rolar para baixo para ver mais informações?

Aqui separei alguns para você ver:

GoBank

https://www.gobank.com/

Spendee

http://www.spendeeapp.com/

The Future of Airlines

http://www.f-i.com/fi/airlines/

Liberty Na Bagagem

http://www.libertynabagagem.com.br/

Tool of North America

http://www.toolofna.com/#/about

Wiltshire Farm Foods

http://www.wiltshirefarmfoods.com/

Talvez todos eles deveriam de funcionar assim: http://the100meterscroll.com/

Fora a brincadeira e falando sério… Será que estamos fazendo isso porque estamos queremos fazer nossos sites mais visuais, com imagens que ocupam mais espaço? E portanto, quando as pessoas entram no site elas pensam que o único conteúdo é aquele da imagem estourada e nada mais?

Ou é porque existem diversos tipos de resoluções e novas formas de interações que precisamos indicar pro usuário como ele deve de interagir com nosso site?

Ou é simplesmente um capricho do cliente?

Ou é realmente um princípio de boa usabilidade?

Não estou discutindo se isso é certo ou errado, são apenas alguns questionamentos que me vêm à mente. Existem muitas estatísticas e estudos por aí que defendem ambos os lados da moeda. Alguns argumentam que não é necessário adicionar esse tipo de indicação, pois os usuários estão acostumados a rolar para baixo. Outros argumentam que é preciso haver elementos na página que indicam que o usuário tem que rolar para baixo para ver mais informações, senão ele nunca vai descer a página.

Eu já argumentei que a pessoa vai continuar a interagir com o site se a informação está organizada de tal forma que ele irá se motivar a continuar lendo ou buscando informações para dar um passo a frente. E se o usuário rola horizontalmente, verticalmente ou até mesmo em um “eixo Z”, isso fica como segundo plano. Vale destacar que o mundo digital evolui todos os dias (novas tecnologias, novas plataformas, novas interações), e por isso mesmo precisamos começar a pensar quais poderiam ser as novas soluções para exibir informações em um site.

Agora gostaria de ouvir a sua opinião sobre o assunto, mas antes gostaria de deixar um pouco de humor com você.

COMIC

(cortesia de Scott McCloud)

E aí? Você acha esse tipo de indicação realmente necessária?

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11 opiniões sobre “Você já reparou?

  1. Eu não concordo que deva ter “indicações” para o usuário navegar no site pois todo bom site deve pensar nas “propiciações”, que no design é qualquer coisa que pode ser feita por um objeto. Por ex.: uma cadeira propicia a sentar, um botão propicia a empurrar e etc – Donald A. Norman.

    A questão é: o site deve ter a propiciação percebida de uso, em outras palavras, o usuário pode prever simplesmente olhando para um elemento que algo vai acontecer se ele rolar a página ou clicar no mesmo. Se puder prever, normalmente a interface tem um nível mais alto de usabilidade do que um design em que os usuários devem ser “instruidos” ou precisam “supor” que certa ação deve ser feita.

  2. Existe uma cultura para rolagem para sites que possuem feed (Facebook, Twitter, etc), mas isso é fácil de ver, já que todas aquelas informações ficam ordenadas em listas em ordem cronológica reversa (por interação) ou de relevância pro usuário.

    Já no caso de sites, acredito que é necessário sim, pois é diferente, as pessoas logo procuram um menu, procuram as cores e uma chamada grande.

    Já fiz entrevistas com usuários que simplesmente evitavam rolar porque usavam notebooks ondem o touchpad é ruim.

    É algo bem mais natural nos smartphones e tablets, mas não em um desktop e computador portátil.

  3. Diego obrigado por teu comentário acho muito legal o fato que você usou objetos físicos e nosso amigo Norman como referência. O famoso feedback e feedforward. Imagina se todas as cadeiras tiver que ter um aviso de “sentar aqui”.

  4. Richard, também acho interessante o teu ponto. O fato que muitos (infelizmente) touchpads não funcionem fazem que os usuários realmente procurem as informações no header ou na área ‘visível’ do site e evitam rolar. O desafio fica em contar uma história que o usuário saiba como ler e interagir.

  5. Artigo bem legal!

    Então, eu acredito que isso seja um principio da educação do usuário, ou seja, se este tipo de prática se torna comum o usuário automáticamente irá se acostumar a ela, e uma hora ela se tornará automática, natural, quando colocamos este tipo de indicação em um site estamos apenas dizendo ao usuário: “Olha, esse é o caminho!” não vejo problema na utilização disso mas acredito que em pouco tempo não será mais necessário pois se tornará uma ação normal do usuário, mesmo havendo uma imagem estourada e não exista um menu.

    • Mas Pedro, você tem que pensar o seguinte: sempre haverá novos usuários, e como ele vão ficar?

      Quando desenvolvo um site, penso: minha vó conseguiria usar ele? Cai novamente na ideia que eu falei do Donald A. Norman: “não se pode escrever “sente aqui” numa cadeira, se isso for feito, claramente a interface é de um nível inferior, sendo necessário instruir o usuário.

      O ideal é nunca ter que instruir o usuário*, caras como Donald A. Norman, Nielsen e Steve Krug sempre batem nesta tecla.

      *salvo website específicos para um público especifico…

      • Concordo com você, MAS, acredito que nos primórdios da cadeira alguém deve ter colocado “sente-se aqui” então alguém sentou, e ensinou o filho como sentar, que este ensinou o filho como se sentar também. Ou seja, o avô sabe como usar uma cadeira pq foi ensinado e passou isso pros filhos. Acho que consegui explicar kkk..
        Isso que quis dizer com o “principio da educação do usuário”. Um dia, não iremos mais usar isso pq imagens estouradas serão normais e o scroll será natural, o scroll já é algo natural é provado que o usuário dá scroll na página, mas este caso específico apresentado é um novo cenário, e no principio é bom dar umas dicas pra ele…

        Acho que consegui explicar meu ponto de vista, que não é muito diferente do seu….

  6. Acho que é mais ou menos o que o Pedro disse, hoje, acho que ainda pode ocorrer uma perda de usuários por falta de instrução desse gênero. Já que nem todo mundo realmente dá scroll em toda página.

    E ao mesmo tempo me vem o questionamento: pode não ser extremamente necessário, mas pra quem já fez o design do site todo, é um mero detalhe, não seria melhor fazer isso e instruir melhor o usuário do que correr o risco de perder usuários?

    E um adendo: Na terceira imagem acho que pecam muito por ter o ícone de um mouse ali, ainda mais com mobile em alta. (A não ser que o site seja responsivo e troque pra uma mãozinha ou algo do gênero quando visto em mobile, aí retiro o que disse)

  7. Acredito que exista um equilíbrio, entre dar informações intuitivamente, e dar informações explícitas. Tudo depende da bagagem também, do usuário. Por exemplo, uma cadeira, historicamente, sabemos que serve para sentar. Dependendo do design dela, se ela for tão diferente das que historicamente estamos acostumados a sentar, será necessário um “aviso” se ele será explícito ou indicado, seja de qualquer forma, depende do tipo de usuário e local onde ela estará.

  8. O usuário vai rolar. Pelo menos a maioria deles, sim. Porém, se ele não for rolar e tiver uma indicação que o induza a rolar, melhor. O que quero dizer é que se não atrapalha, mesmo que for ajudar uma porcentagem pequena de usuários, porque não “dar uma mão”?

  9. Se precisa de instruções pra uma coisa natural, ou o negócio tá quebrado ou a instrução não é muito útil, não? ;)

    Já em sites como o Spendee, entendo que instrução tá ali porque o comportamento do site não é o natural – assim como a do novo Mac Pro, por ex -. Não sou mto fã de tornar diferente uma coisa tão conhecida do usuário, mas entendo o ponto deles.

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