Lideranças criativas com background de UX em agências

Carreira de um criativo em agências

Quando comecei a trabalhar com publicidade, a figura do Diretor de Criação da agência era uma.

Normalmente ele tinha trabalhado como Diretor de Arte por muitos anos, depois começou a coordenar um pequeno grupo de criativos, até ir aos poucos assumindo contas e responsabilidades maiores e chegar à posição de Diretor de Criação.

O interessante é que, ao mesmo tempo em que esse profissional percorreu a trajetória vertical (de criativo-chão-de-fábrica até chegar à diretoria criativa), ele também percorreu um caminho horizontal de incorporar o digital ao seu trabalho, à medida em que os meios digitais ganhavam força no país. Afinal, esse cara tinha trabalhado com o tal do “offline” por muitos e muitos anos. E foi ali que ele aprendeu muito do seu método criativo que usa até hoje.

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O Blog de AI está recebendo cases de mercado

Tem um case bacana no qual você tenha trabalhado para compartilhar com a comunidade de UX? Dê uma lida nas regras abaixo e envie para a gente. Escolheremos os melhores cases para publicar aqui no blog.

Regras

  • O projeto precisa ter sido publicado ou finalizado nos últimos 12 meses.
  • Pode ser qualquer tipo de projeto (de arquitetura de informação, design de interação, pesquisa com usuários, estratégia…).
  • Pode ser um projeto que você tenha feito por conta própria ou dentro da empresa em que você trabalha, desde que você tenha permissão em publicar o material, obviamente.

Estrutura

Depois que você enviar o primeiro resumo (aí no formulário abaixo) e seu case for aprovado, você terá mais tempo para escrever com calma o caso de mercado. Para manter o case não muito longo, a estrutura será:

  1. Qual era o problema que vocês precisavam resolver? Essencialmente: vocês foram contratados para quê? Qual o problema do usuário? Qual o problema de business?
  2. O que vocês fizeram para resolver o problema? Nesse item você pode mostrar o passo-a-passo do trabalho com fotos, journeys, wireframes, texto, imagens e vídeo.
  3. Quais foram os resultados? Podem ser resultados numéricos ou qualitativos, que mostrem as melhorias para o usuário e/ou para o business.
  4. Qual foi seu maior aprendizado?

Se você já possuir esse material publicado em algum lugar (ex: apresentação no SlideShare, vídeo no YouTube), o material também pode ser utilizado no seu case.

Tem interesse?

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Inscrições abertas para o IxDA Awards 2014

IxDA 2014

“The Interaction Awards globally recognizes and celebrates examples of excellence in Interaction Design across domains, channels, environments and cultures. Submission is open to projects from students and professionals for both conceptual and commercial work.”

As inscrições para o IxDA Awards 2014 já estão abertas e vão até o dia 15 de setembro de 2013. No site você vê mais informações >

Leia também: Os vencedores do Interaction Awards 2013

Netflix, escolhendo filmes na TV (e a grandiosidade de UX)

O Netflix, para quem não conhece, é o serviço de streaming de filmes mais utilizado no mundo. Cerca de 35% de todo o tráfego de dados em toda a internet é causada pelo Netflix – pessoas assistindo filmes em alta resolução, em tempo real, via streaming.

Desde que foi lançado, o serviço negocia com estúdios produtores de filmes para comprar os direitos autorais das obras e poder transmiti-las para seus usuários via streaming. O usuário não paga por filme, mas sim uma tarifa única mensal que custa menos do que um mísero ingresso de cinema. Como não podia deixar de ser, o maior serviço de streaming de filmes do mundo possui também o maior catálogo de filmes do mundo.

Isso pode parecer muito bom, mas traz também um problema para os usuários: que filme eu vou ver essa noite?

Todo o algoritmo do Netflix é baseado em sugestões personalizadas para cada usuário. À medida em que você vai assistindo mais filmes e avaliando se gostou ou não, o site fica mais “inteligente” e começa a fazer sugestões que têm mais probabilidade de te agradar.

Mas ainda assim não é suficiente para acabar com aquela sensação de “tenho muitas opções e não ser qual escolher”.

O que eles fizeram, então, para mitigar um pouco problema?

Lançaram uma ferramenta super-simplificada de sugestões de filmes.

Você responde a um quiz, ele te sugere um filme.

Netflix Max

“Tá afim de ver um filme com o Brice Willis ou com a Michele Williams?”

É mais fácil do que decidir “qual desses sessenta mil filmes você quer ver hoje?”.

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As melhores leituras para um UX Designer não são sobre UX…

…pelo contrário, são todas as outras.

leitura_UX

Faz alguns meses que a Agatha tomou a iniciativa de colecionar e compartilhar links aqui no blog que não sejam necessariamente relacionados a UX. Não são links sobre a mais nova ferramenta para criar protótipos, não são estatísticas sobre navegação e também não são invenções malucas feitas por designers e desenvolvedores para melhorar o fluxo de trabalho. Na verdade os links passam bem longe disso.

Nasceu então o Monday Readings: uma coleção de 5 links semanais para sua cabeça visitar outros lugares.

A gente já passa a semana toda falando do mesmo assunto. Então por que não reservar os primeiros minutos da segunda-feira para ler sobre outras coisas?

Pelo visto tem mais gente que pensa como a gente. A quantidade de mensagens, emails e comentários que nós temos recebido desde então é absurda. Gente que também está com sede de novas fontes e que constantemente agradece a cuidadosa curadoria que a Agatha faz todas as semanas.

Outro dia eu estava revisitando o arquivo das Monday Readings e não conseguia parar de pensar na riqueza e na pluralidade de assuntos que um designer que cria interfaces para pessoas precisa dominar. É isso que ajuda a construir bom senso, uma capacidade que eu acho bem mais importante do que conhecimento técnico – principalmente quando estou entrevistando candidatos para uma vaga.

Então fica aqui o meu convite, para que mais pessoas aceitem o desafio e depois compartilhem comigo (blog.arquiteturadeinformacao@gmail.com) suas impressões: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados.

Link: Monday Readings >

Equilíbrio e estratégia em projetos digitais

Sun.Tzu.A.Arte.da.Guerra.TVRIP.Xvid.Documentario

A Arte da Guerra de Sun Tzu e os mais diversos livros sobre estratégia invadem dia a dia nossas livrarias. Uma oferta gigantesca de publicações ensinando como aplicar as táticas no dia a dia, para acertar mais no trabalho, nos relacionamentos, na vida –  tanto do ponto de vista da arte militar como das ciências de comportamento humano e psicologia.

Quem trabalha em agências já está acostumado também às piadinhas sobre o processo caótico nos projetos digitais.

Nas listas temáticas de AI e UX no Facebook, volta e meia essa forma volátil e rasa de tratar os objetivos e planejamento de projetos digitais vêm à pauta do dia, quase como um desabafo. Pouco tempo atrás, o vídeo do Redesign do logo PARE foi usado para ilustrar o fenômeno:

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As disciplinas e as indisciplinas de UX

Eu trabalho com Experiência do Usuário há quase 10 anos, desde quando pedi demissão do meu emprego de webdesigner para virar um consultor especializado. Nesse meio tempo, o nome do que faço e a natureza do meu trabalho mudaram várias vezes. Já me intitulei arquiteto da informação, analista de usabilidade, designer de interação.

Fred Van Amstel

O fato é que eu simplesmente não consigo ficar muito tempo parado dentro de uma disciplina. Sou indisciplinado, porém, não sou contra as disciplinas. As disciplinas têm um papel fundamental em acumular e regular um determinado tipo de conhecimento. Ajudam a identificar grupos de profissionais, explicar o que eles fazem, receber os novatos.

A principal referência de qualquer disciplina é sua própria história. Os pioneiros, os livros clássicos, os projetos visionários, os críticos, os revolucionários. As disciplinas mudam, porém, muito mais lentamente do que os profissionais que a sustentam. Quando se torna completamente anacrônica, esvazia-se e desaparece.

Lembro-me de uma palestra do Luli Radfahrer que assisti no começo da minha carreira, em 2003, sobre a importância de não ficar preso à disciplinas específicas. Ele perguntava: “Quem é que lembra do videomaker?”. 10 anos depois, a pergunta hoje seria “Quem é que lembra do webmaster?”.

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