User Experience no ponto-de-venda

Ainda tem muito pouca gente olhando para isso, apesar de todos os relatórios de tendências apontarem para a crescente e profunda integração dos pontos-de-venda tradicionais (lojas físicas) com os pontos-de-venda digitais (website, aplicativo, website mobile). Ainda mais quando você cruza essa tendência com o fato das pessoas estarem fazendo buscas e comparando preços no smartphone dentro das lojas físicas antes de tomar a decisão de compra.

As possibilidades são enormes. E as pessoas vivem grudadas no smartphone não somente quando estão na mesa do bar (para irritação de quem está junto delas), mas também quando estão dentro de uma loja fazendo compras.

O fato é que em terras norte-americanas essa corrida já começou.

Dentro-da-loja_mobile

O que sua rede de varejo oferece em termos de conectividade com o smartphone do comprador?

Por que não permitir que a pessoa faça uma compra online imediatamente, caso o produto que ela está procurando não esteja disponível naquela unidade?

Em lojas de marcas famosas de tênis, por exemplo, esse sistema já está completamente integrado no próprio dispositivo do vendedor. Não temos o tênis na cor azul, ou no tamanho 43? Ele chega na sua casa em 2 dias úteis, querido consumidor. Sem frete, claro, porque você já se deu ao trabalho de vir até a loja e nós não conseguimos atendê-lo bem.

E esse tipo de ideia do parágrafo acima nada mais é do que uma marca tentando prover uma boa experiência (UX) para o consumidor. Continuar lendo

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Digital Disruption: estatísticas sobre o uso de internet e celular

Que tal 1,2 bilhões de usuários de internet no celular em todo o mundo?  Ou 29% dos consumidores pesquisando preços de produtos no celular, enquanto estão dentro da loja física?

Essas e outras estatísticas sobre o uso de internet e celular você vê no infográfico abaixo.

Estatísticas: Digital Disruption

Templates gratuitos para fazer rabiscoframes de interfaces mobile – em PDF para download

Template mobile sketch 01

Template mobile sketch 02

Template mobile sketch 03

Pixle, uma empresa especializada em desenhar interfaces para dispositivos mobile, acabou de lançar uma série de templates para fazer sketches e wireframes de interfaces de celular.

Link para download: pixie_outline_tapsize.zip (2MB)

Leia também:

Onde e como as pessoas vão usar o seu produto?

The Underground Library

Há pouco tempo fizemos a pergunta aqui no blog o que as pessoas deixarão de fazer para usarem o seu produto?

Hoje, continuamos essa conversa com uma nova pergunta.

Onde e como as pessoas vão usar o seu produto?

A história do modo de consumo é também a história da própria transformação do modo de consumir. Existe todo um movimento em torno da produção e na maneira de se entregar e oferecer produtos e serviços: espera-se que estejam integrados e atualizados aos novos hábitos e rotinas das pessoas.

Home Plus, uma rede de supermercados da Coreia do Sul – então a segunda maior do país – queria se tornar a primeira colocada sem ter que construir mais lojas. Foi então que eles pensaram “Let the store come to the people”, e levaram as prateleiras para espaços públicos (como o metrô) onde as pessoas poderiam comprar através do smartphone.

Essa semana, o Tiago Murakami do Bibliotecários sem Fronteiras compartilhou esse projeto de estudantes da Miami Ad School: The Underground Library – uma proposta onde a biblioteca vai até o metrô.

Numa mecânica parecida com a da Home Plus, as pessoas podem escolher um livro, ler uma parte dele e depois, se quiserem, obter as direções para ir até a biblioteca e pegar emprestado o exemplar físico. Interessante que no projeto eles pensaram numa tecnologia – o NFC – que usa a radiofrequência para transferir dados entre dispositivos. É exatamente nesse momento “não conectado na internet” que o cidadão pode, quem sabe, começar uma nova leitura.

Já falamos aqui no blog sobre a tendência do uso de smartphones para iniciar atividades online. Mais do que o serviço oferecido em si, o que propomos é pensar nesses espaços públicos e físicos onde as pessoas vão todos os dias como espaços onde podemos nos comunicar com nossos usuários. O uso pode ir além de site, aplicativo e vídeo no youtube.

Aliás, essa combinação de smartphone + espaços físicos pode trazer insights interessantes para novas experiências de uso.

Estatísticas (e péssimos exemplos) de uso de QR Codes

Exemplo de QR Code

QR Codes – ou Quick Response Codes – são códigos bidimensionais que armazenam muito mais informação do que os códigos de barra tradicionais. Centenas de vezes mais informação.

Normalmente são usados para codificar URLs de forma que o usuário não precise digitá-las em seu aparelho celular na hora de saber mais informações sobre determinado produto, local ou anúncio publicitário. Ao invés de digitar a URL, basta o usuário tirar uma foto de um QR Code e o celular automaticamente o direciona para uma página web que contém informações complementares sobre aquilo em que ele está interessado.

Na teoria, funciona que é uma beleza. O problema é que para que o QR Code seja decodificado (lido), é preciso utilizar um aplicativo especial: o QR Code Reader.

Que não vem instalado em quase nenhum aparelho celular.

Bom, a não ser no Japão.

Tem gente que é cética; tem gente que está bastante engajada em fazer a tecnologia se popularizar. Mas nada melhor que recorrer a estatísticas para saber se os códigos bidimensionais têm sido usados apenas por geeks ou também por pessoas normais.

Os dados abaixo foram extraídos do blog de LukeW e retratam QR Code nos Estados Unidos:

  • 14 million mobile users in the United States (6.2% of the total mobile audience) scanned a QR or bar code on their mobile device – June 2011.
  • 60.5% of code scanners were male and 53.4% were 18-34 years old.
  • 49.4% scanned QR codes in a printed magazine or newspaper 35.3% scanned product packaging, 27.4% scanned a code from a website on a PC and 23.5% scanned codes from a poster/flyer/kiosk.
  • 58% scanned codes at home, 39.4% in a retail store, 24.5% in a grocery store, 20% at work 12.6% on public transit.
  • QR barcode scanning grew 1200% from July to December 2010.
  • 62% of QR code scanners have scanned more than 1 barcode (in the last 6 months of 2010).
  • Over 50% of scanners have scanned between 2-5 barcodes, making up the bulk of the users.
  • Only 2% of users have scanned more than 5 unique QR codes / month (i.e. 30+ scans) on average.
  • The top reasons to scan barcodes are: price comparisons (81%), product reviews (63%), and to receive special offers (63%).

A porcentagem de usuários é relativamente baixa (apenas 6,2% nos Estados Unidos, imagine no Brasil), mas alguns dos números podem até serem considerados promissores pelos mais otimistas.

Quando a campanha é voltada para um público geek, talvez o uso de QR Codes faça mais sentido – já que é mais provável que esse pessoal tenha um QR Code Reader instalado em seu smartphone. Agora, se a tecnologia irá se popularizar ou não, isso só o tempo dirá.

WTF QR Codes?!?

Mas como não é todo mundo que tem essa noção na hora de decidir se o QR Code faz sentido para uma campanha ou não…

WTF QR Code

Apresento-lhes o mais novo tumblr dos mais novos tumblrs: o WTF QR Code.

O blog coleta exemplos #fail de QR Codes aplicados nos mais diversos canais: mídia exterior, perfis do twitter, impressos e embalagens de produtos.

Abaixo meus favoritos.

WTF QR Code

Todo mundo sabe que é muito mais fácil escanear um QR Code do que clicar em um link.

WTF QR Code

"Estatísticas desse QR Code: 15 scans, 47 mortes."

WTF QR Code

"Afinal, já que apenas 5% das pessoas sabem o que fazer com um QR Code, vamos ter certeza que ele esteja bem escondido."

WTF QR Code

Contraste, quem precisa dele?

Bônus: testando QR codes em uma ação de guerrilha.

Como as pessoas usam o iPhone pela primeira vez

Para a gente lembrar que nem as mais famosas interfaces são totalmente “à prova de usuários”. Quando se testa uma interface com pessoas que não estão habituadas a usá-la, o resultado sempre traz algo de inesperado ou algo que deixamos de perceber no dia-a-dia.

Teste de usabilidade no iPhone

Teste de usabilidade no iPhone

Veja alguns resultados interessantes na apresentação abaixo:

No final o autor ainda lista 8 regras de ouro para desenhar interações no dispositivo:

  1. Take advantage of learned behaviors
  2. Avoid interaction inconsistencies
  3. Provide clear conceptual link across widgets
  4. Put space between action widgets
  5. Plan for accidental overswiping
  6. Don’t rely exclusively on multi-touch
  7. Provide visual feedback for taps
  8. Provide interaction affordances

TV customizada, social e controlada pelo celular

Essa dica veio do @tfranco: um aplicativo de celular onde você informa os gêneros de programas de TV que mais gosta e, a partir daí, ele te sugere uma programação customizada para assistir. Além disso, conta com funções sociais para compartilhar com os seus amigos o que você está assistindo.

Gosto da entonação apocalíptica do locutor.