Essa é a década de User Experience

É isso que diz o artigo The future of User Experience Design, publicado no DesignModo. A frase foi ouvida durante reuniões dos autores do blog com profissionais como Dave McClure, Paul Singh, Hiten Shah, Brandon Schauer, entre outros.

Houve uma época onde o que mais importava para as empresas era a tecnologia.

A tecnologia era o principal problema que as empresas precisavam correr para solucionar, contratando profissionais qualificados e criando vantagens competitivas a partir dela.

Those times are gone. To win customers nowadays you must win their hearts with a stunning, precisely designed, user experience. Luckily for all of us, the great companies of today’s world recognized the importance of this shift in the new technology world.

Se você ainda tem dúvidas disso, aqui vai mais um argumento citado no artigo: 874.967 pessoas dizem trabalhar em alguma área relacionada a UX e quase 8000 delas entraram para o Linkedin nos últimos 3 meses.

Linked in UX jobs

Mais de 9000 vagas de UX estão abertas no Linkedin

Recomendo fortemente a leitura do artigo.

Se você estiver com pouco tempo, traduzi aqui os parágrafos finais:

Design para múltiplos canais são o presente, mais do que o futuro. Já está aqui. Nós não devemos mais desenhar um website – mas sim uma experiência multicanais que pode ser experimentada em diferentes dispositivos e contextos. Não importa se os usuários chegarão até você pelo navegador, iPhone, iPad ou TV – eles precisam experienciar uma interação impecável com o produto. Interação que está preparada para o device que eles estão usando. E nós veremos mais disso nos próximos anos.

O futuro é brilhante para User Experience Designers em todo o mundo. Nós somos necessários.

Não poderia concordar mais com essas afirmações.

Em uma época onde a “teoria” está cada vez mais acessível para todos (padrões de interação, tecnologia para desenvolver websites, conhecimento técnico disponível em livros e blogs, designers cada vez mais capacitados e talentosos, times integrados e conscientes da importância de UX), o grande desafio é colocar isso em prática e maestrar o processo de design centrado no usuário.

Leia também: Será o começo da era do “sucesso através de UX”?

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Onde e como as pessoas vão usar o seu produto?

The Underground Library

Há pouco tempo fizemos a pergunta aqui no blog o que as pessoas deixarão de fazer para usarem o seu produto?

Hoje, continuamos essa conversa com uma nova pergunta.

Onde e como as pessoas vão usar o seu produto?

A história do modo de consumo é também a história da própria transformação do modo de consumir. Existe todo um movimento em torno da produção e na maneira de se entregar e oferecer produtos e serviços: espera-se que estejam integrados e atualizados aos novos hábitos e rotinas das pessoas.

Home Plus, uma rede de supermercados da Coreia do Sul – então a segunda maior do país – queria se tornar a primeira colocada sem ter que construir mais lojas. Foi então que eles pensaram “Let the store come to the people”, e levaram as prateleiras para espaços públicos (como o metrô) onde as pessoas poderiam comprar através do smartphone.

Essa semana, o Tiago Murakami do Bibliotecários sem Fronteiras compartilhou esse projeto de estudantes da Miami Ad School: The Underground Library – uma proposta onde a biblioteca vai até o metrô.

Numa mecânica parecida com a da Home Plus, as pessoas podem escolher um livro, ler uma parte dele e depois, se quiserem, obter as direções para ir até a biblioteca e pegar emprestado o exemplar físico. Interessante que no projeto eles pensaram numa tecnologia – o NFC – que usa a radiofrequência para transferir dados entre dispositivos. É exatamente nesse momento “não conectado na internet” que o cidadão pode, quem sabe, começar uma nova leitura.

Já falamos aqui no blog sobre a tendência do uso de smartphones para iniciar atividades online. Mais do que o serviço oferecido em si, o que propomos é pensar nesses espaços públicos e físicos onde as pessoas vão todos os dias como espaços onde podemos nos comunicar com nossos usuários. O uso pode ir além de site, aplicativo e vídeo no youtube.

Aliás, essa combinação de smartphone + espaços físicos pode trazer insights interessantes para novas experiências de uso.

Preguiça Digital

Too tired for this shit

Antes que as teclas de atalho do computador, um chacoalhar no iPhone e o Siri ordenado pelo som da nossa voz realizassem algumas tarefas que antes exigiriam de nós um pouco mais de tempo e memória, a Preguiça já estava presente entre nós. Mas a impressão que temos é que os tempos digitais nos deram uma profusão de ferramentas e estímulos que nos tornaram ainda mais preguiçosos.

Não só pelo fato desses recursos executarem algumas das nossas ações diárias, trazerem qualquer tipo de informação em segundos e armazenarem muito da nossa memória (vai dizer que você sabe de cor mais que 5 números telefônicos?). Mas também porque a Internet se tornou o lugar para onde vamos quando queremos adiar alguma tarefa ou buscamos uma resposta mais rápida, a qual temos preguiça de encontrar sozinhos.

O celular virou o controle remoto zapeando eternamente sem parar em canal algum, a porta da geladeira que a gente abre sem saber o porquê. Já reparou com o scroll na sua newsfeed do Facebook se parece com um sábado à noite em casa, procurando por um programa decente na TV?

O que isso tem a ver com preguiça?

Há muito tempo atrás, a preguiça e o ócio eram associados à contemplação necessária à criatividade, à meditação do intelecto. Atualmente, a preguiça é ligada à propensão para não trabalhar, à irresponsabilidade, à demora ou lentidão em agir.

Nos tempos do multitasking e do culto à produtividade, adiar as tarefas do dia (trabalho, estudo, etc) é atitude de procrastinadores preguiçosos. Convenhamos, a Internet é o lugar perfeito para procrastinar, para deixar pra depois o que deveria ser feito em naquele momento. Com tantas distrações, é necessária muita concentração e disciplina para finalizar aquele job antes da data final.

Terceirizamos nossa inteligência e memória. A leitura/criação de livros e artigos retrocedeu para os posts, para os tuites, até chegar no último estágio, ao único movimento digital que nos motivamos a fazer sem adiar: o curtir. O “like” pode sintetizar em um único clique a aprovação daquele post, a substituição de um comentário, o apoio a um movimento, o endosso a uma pequena ideia.

Quando prestei vestibular, já era comum ler os resumos dos livros que caíam na prova ao invés da obra completa. Será que agora os vestibulandos leem infográficos sobre o destino de Macunaíma? Tenho lido sobre a necessidade das escolas e professores se reinventarem para competirem com o celular nas salas de aula, sobre vídeos interativos e iPads que ensinam complicadas fórmulas de química.

Penso em um futuro onde ao invés de notas, os alunos ganharão “badges especiais” e pontos em um ranking exposto em uma rede social.Talvez apenas a vergonha os motivará a estudar.

E enquanto a preguiça pede para que eu finalize esse texto, penso em quantos chegaram até o final deste post. O caminho é sem volta e pode até soar pessimista, mas ainda acredito que a preguiça pode ser vencida por outro pecado capital: a gula. Para os que têm fome de mudança, hungry and foolish, o meu desejo é que transformem o ócio em criatividade e a procrastinação em produtividade.

2040

No vídeo abaixo, Érico Fileno divide alguns de seus pensamentos sobre como será o mundo em 2040. Entre os tópicos abordados por ele estão Tecnologia, Justiça, Segurança e Cultura.

O vídeo faz parte do projeto Time Capsule, uma série de entrevistas com profissionais de diversas áreas sobre o mundo daqui a vinte e poucos anos.

Leia também: “Por que UX?”, por Érico Fileno

O efeito Kinect

Efeito Kinnect

O vídeo abaixo, produzido pela Microsoft, mostra como as pessoas estão usando o Kinect para reinventar as possibilidades que a tecnologia-chave do console (o reconhecimento de movimentos) permite.

“Começou com um sensor que transformou voz e movimento em mágica. ‘Isso vai ser legal de brincar.’ E foi. Mas algo incrível está acontecendo: o mundo começou a imaginar coisas que nós nunca sequer pensamos a respeito.”

Bonito que só.

Interessante como a Microsoft tem feito um esforço orquestrado em se apropriar (e ser o top of mind) da tecnologia de reconhecimento de movimento.

Os websites já não têm mais futuro

Mãe, tem um website na minha sopa

Calma. Você não vai perder o emprego. Não por isso.

“O conceito de website é bastante antigo. Isso aqui [um website] é uma janela da internet. Agora como é que a gente pega essa estrutura e coloca em todo lugar?”

“Acho que o website vai se tornar cada vez menos importante como um destino.”

Essas são algumas das profecias citadas no vídeo abaixo, que traz reflexões sobre o futuro dos websites. Será que, em uma época onde empresas e marcas e pessoas publicam coisas em tantos lugares e formas diferentes, eles precisarão mesmo existir?

via

Profecia sobre padrões web em múltiplos devices

“O rompimento só vai acelerar. A quantidade e diversidade de devices conectados – muitos dos quais nós ainda nem imaginamos – vai explodir, assim como a quantidade e a diversidade de pessoas ao redor do mundo que os usam. Nossos padrões, fluxos e infraestrutura não irão aguentar. O crescimento atual do número de devices já está forçando os padrões ao limite. Eles não vão aguentar o que vem pela frente. Soluções proprietárias vão dominar no começo. Inovação sempre precede padronização. Os tecnólogos vão lutar por essas soluções inovadores antes de perceberem (de novo) que uma plataforma padronizada é necessária para manter a sanidade. O processo de padronização vai ser dolorosamente longo. Lutaremos (e depois chegaremos a um acordo) por padrões adequados.”

Do future-friendly.