Você já reparou?

Continuando com a minha série de posts questionando a maneira em que fazemos sites (veja o meu post anterior Repensando o “acima da rolagem”), hoje tenho uma nova pergunta para você.

Você já reparou quantos sites hoje informam aos usuários que eles precisam rolar para baixo para ver mais informações?

Aqui separei alguns para você ver:

GoBank

https://www.gobank.com/

Spendee

http://www.spendeeapp.com/

The Future of Airlines

http://www.f-i.com/fi/airlines/

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16 dicas para uma boa User Interface

Dicas para uma boa interface

Tente agrupar funções similares ao invés de fragmentar a UI

Segundo o GoodUI.org, essas são as 16 dicas para uma boa interface:

  1. Tente um layout de uma única coluna ao invés de múltiplas colunas.
  2. Tente dar um presente ao invés de tentar fechar negócio logo de cara.
  3. Tente agrupar funções similares ao invés de fragmentar a UI.
  4. Tente fazer seus argumentos virem de outras pessoas, ao invés de falar de você mesmo.
  5. Tente repetir o seu call-to-action ao invés de mostrar uma única vez.
  6. Tente distinguir o que é clicável e selecionável do que não é.
  7. Tente recomendar ao invés de mostrar várias opções com o mesmo peso.
  8. Tente deixar o usuário desfazer, ao invés de pedir confirmação para tudo.
  9. Tente focar em um público principal, ao invés de tentar agradar a todos.
  10. Tente ser direto ao invés de ser indeciso.
  11. Tente mais contraste ao invés de similaridade.
  12. Tente mostrar onde seu produto é feito, ao invés de deixá-lo genérico.
  13. Tente menos campos de formulários, ao invés de querer pedir tudo de uma vez.
  14. Tente mostrar as opções, ao invés de escondê-las.
  15. Tente sugerir que há rolagem na página ao invés de deixar ela escondida.
  16. Tente manter o foco ao invés de afogar o usuário em links.

O projeto foi criado por Jakub Linowski, um designer que trabalha especificamente com otimização de performance de interfaces.

Para ver a lista completa com exemplos ilustrados: GoodUI.org.

Leia também: 10 dicas básicas sobre Responsive Design

Como o Google tem pensado a experiência dos usuários

Todos os dias utilizamos o Google. Mesmo que você tenha um iPhone, use Linux, tenha conta no Skype, em algum momento você vai ter contato com o Google. Pode ser em seu produto carro-chefe, que é a busca, ou então no Gmail, ou no Android, ou no Calendar, talvez ao traduzir algo, ou navegando num site que tenha AdSense, AdWords etc.

Amando ou odiando, o fato é que eles estão pensando em como fazer as coisas melhores para os usuários.

(Eu sou um usuário do G+ e adoro. Eficiente e objetivo. E o Android está lindo, leve e redondo.)

Para demonstrar isso encontrei dois vídeos de palestras feitas no Google I/O e que reportam bem esse pensamento (eu diria que são belas “aulas práticas de ux”).

Um é do Alex Faaborg sobre cognição.

O outro é de duas queridas do Google, sobre UX no Android.

Os vídeos são um pouco longos, mas valem o tempo investido. Vendo uns 5 minutos você já vai entender a proposta deles.

Coloque no seu Pocket e veja com carinho, antes de sentar no sofá para ver TV ;)

Pow Wow App: uma ferramenta para agendar testes de usabilidade

Pow Wow

Funciona da seguinte forma:

  • Você sincroniza seu Google Calendar e diz quais horários estão disponíveis para você receber os participantes.
  • A ferramenta manda para os participantes uma página com várias opções de horários para que eles escolham qual funciona melhor para eles.
  • À medida em que eles forem agendando, você vai vendo o seu calendário sendo preenchido.

Confira no vídeo:

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1 ano de Google Glass. E daí?

Google Glass

O futuro imaginado pelo cinema sempre nos traz algo diferente em relação à interação. Na maioria desses “exercícios de imaginar o futuro”, controlar os sistemas por voz é sempre visto como algo natural e livre de qualquer obstáculo.

Como muitos de vocês já leram por aí (ou por aqui), o Google Glass tem justamente essa proposta. A maioria das interações acontece por voz, e somente em alguns casos você precisa levar seu dedo indicador até a haste dos óculos para usar a interface sensível a toque.

O problema é que o futuro que chegou não agradou tanto quando achavam que iria agradar.

Um vídeo feito pelo The Verge mostra bem como funciona o sistema e dá algumas impressões dos usuários sobre qual a sensação de utilizar o brinquedinho. Mostra coisas como setups, interação com o celular e outros aspectos do produto. Um dos melhores vídeos que vi por aí.

Os funcionários do Business Insider também fizeram um vídeo onde eles relatam a experiência inicial em utilizar o treco. E em um de seus artigos eles dizem, com todas as letras: Nobody Likes Google Glass.

Google Glass 2

Como era de se esperar, começam a surgir as piadinhas (como essa aí acima) a respeito da loucura que é incorporar o Google Glass no dia-a-dia. Várias piadas. Sátira no Saturday Night Live e tudo. Tem até um tumblr bizarro sobre Homens brancos usando Google Glass – e talvez “bizarro” seja uma palavra bem apropriada nesse caso.

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Um checklist de usabilidade (para detectar problemas antes mesmo do teste com usuários)

Checklist_Forms

Algumas pessoas vão achar esse link um crime, outras uma mão na roda.

A Userium (uma empresa de pesquisa em experiência do usuário) criou um checklist de problemas de usabilidade mais comuns que os produtos digitais enfrentam e disponibilizou tudo em seu site. Tem várias categorias: formulários, conteúdo, layout, links, busca, navegação, acessibilidade e “homepage”.

Um novo conceito para as abas do seu navegador

Já faz alguns anos que a metáfora das abas é usada nos principais navegadores web para representar as páginas que estão abertas no momento. Mas segundo o designer Ishac Bertran, elas ainda apresentam alguns problemas de usabilidade.

  • A forma pela qual as abas são organizadas é uma combinação de tempo (novas abas são abertas sempre à direita das anteriores) e origem (abas abertas a partir de uma página específica são posicionadas próximas à aba original).
  • A combinação desses dois fatores com a representacão visual das abas não ajuda muito na hora de navegar entre elas, especialmente se você tem muitas abas abertas e o título das páginas fica muito curto e pouco inteligível.
  • Abas foram desenhadas para o método de navegação “point and click”. Para usuários mais avançados, esse método pode acabar sendo pouco produtivo (você perde cerca de 1,5 segundo fazendo esse gesto). É por isso que muitos usuários avançados acabam usando atalhos do teclado para navegar entre as abas.

Foi então que Ishac criou um novo tipo de experiência para navegação web, mostrada em detalhes no vídeo abaixo: