Lideranças criativas com background de UX em agências

Carreira de um criativo em agências

Quando comecei a trabalhar com publicidade, a figura do Diretor de Criação da agência era uma.

Normalmente ele tinha trabalhado como Diretor de Arte por muitos anos, depois começou a coordenar um pequeno grupo de criativos, até ir aos poucos assumindo contas e responsabilidades maiores e chegar à posição de Diretor de Criação.

O interessante é que, ao mesmo tempo em que esse profissional percorreu a trajetória vertical (de criativo-chão-de-fábrica até chegar à diretoria criativa), ele também percorreu um caminho horizontal de incorporar o digital ao seu trabalho, à medida em que os meios digitais ganhavam força no país. Afinal, esse cara tinha trabalhado com o tal do “offline” por muitos e muitos anos. E foi ali que ele aprendeu muito do seu método criativo que usa até hoje.

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O que um painel de elevador pode ensinar sobre UX Design

O vídeo abaixo, usado em um curso de User Experience para iniciantes, mostra como o uso inapropriado de affordances pode gerar confusão na forma como as pessoas entendem o painel de um elevador.

No vídeo, Billy Hollis propõe um exercício rápido de avaliar o que há de errado na interface do painel.

Veja se você consegue reparar no detalhe que muito pouca gente reparou:

(Ah, dá pra ativar o closed caption em inglês no player)

Leia também: Redesenhando a interface do elevador

“Por que UX?”, por Elisa Volpato

“Por que UX?” é uma série nova aqui no blog.

Tem um monte de gente que eu admiro no mercado e um belo dia eu resolvi investigar com essas pessoas o porquê delas trabalharem com User Experience.

O que faz você acordar todo dia de manhã e ir para o trabalho motivado?

Por que UX e não outra coisa?

Para quem está entrando no mercado agora, um pouco de inspiração. Para quem já está no mercado há um tempo, a chance de conhecer pessoas novas que talvez nunca tenha ouvido falar.

A primeira entrevistada foi a Elisa Volpato. Trabalhei com ela na AgênciaClick e ela rapidamente entrou para a lista dos profissionais mais talentosos que eu conheço. Elisa trabalha com UX há 7 anos e atualmente é consultoria independente.

Por que UX?, por Elisa Volpato

Elisa Volpato

Como começou a trabalhar na área?

Fiz jornalismo, mas já no meio do curso percebi que não levava muito jeito. Quando me formei e fiquei naquela crise de “agora vou ter que virar adulta” fui fazer uma entrevista de emprego e ouvi falar de arquitetura de informação. A entrevista não deu certo, mas foi a palavra-chave de que eu precisava para sair pesquisando por aí. Achei um exemplar do urso branco, coloquei embaixo do braço e fui trabalhar na Try. :)

Por que UX?

Hum. Eu descobri que UX era o que eu queria fazer porque gostava de organizar e investigar. Gosto muito de observar pessoas, de fazer entrevistas, testes, inventar técnicas malucas e pensar no melhor jeito de investigar um determinado ponto. É incrível quando dá certo e a gente pensa “Zás! Tá aqui a oportunidade! É isso que a gente tem que fazer!”

Me empolga a possibilidade de criar coisas que podem ser úteis e fazer a diferença. Fico muito feliz quando um serviço funciona bem e gosto de pensar que o trabalho que eu faço pode deixar outras pessoas felizes também. E, se não deixar, espero que pelo menos alguém me dê um feedback para eu começar o ciclo todo de novo. ;)

Um conselho para quem está começando na área:

Tente sempre entender como é o público para quem você está desenhando!

Livro favorito de UX: Design do Dia-a-Dia, porque foi um dos primeiros e um dos mais queridos.

Um profissional de UX que não dá para deixar de seguir: Luke Wrobleski

Uma experiência (UX) exemplar: Hipmunk

Onde seguir a Elisa: @elisavolpato

Obrigado a Elisa pela participação. Semana que vem tem mais :)

Oito tipos de experiência que os usuários apreciam

Gabor Cselle é Gerente de Produtos no Google e publicou em seu blog uma lista de oito tipos de experiência que os usuários apreciam.

Segundo ele, despertar essas emoções nos usuários pode aumentar a probabilidade de que eles retornem ao seu site ou aplicação.

  1. Immediacy – Speed is addictive because speed is power. Remember how powerful you felt when you first used Google in 2000?
  2. Looking at Faces – Humans are highly evolved to analyze faces and like doing it.
  3. Learning – The feeling you get when you’re watching a great TED talk. Easily digestible, well paced, clear insights. The majority of media and blogs cater to this emotion: Think about how coming back to TechCrunch each day makes you feel like you just got another piece of candy.
  4. Showing Off – The sense of pride you feel when you post your run to Nike+, get a “Player” badge on Foursquare, or post good looking party pictures to Facebook.
  5. Influence – You got retweeted, or your post gets reshared on Facebook. Your expertise was appreciated. Klout, your follower count, and Coderwall all cater to this.
  6. Simplicity, clarity, efficiency, safety – All of these are correlated sensations. Everyone loves a product with these properties. Yet this is pretty hard to hit, especially in older products that have gone through more development cycles and have become more complex.
  7. Controversy – Humans love drama. Think Huffington Post – huge headlines mixed with animosity attracts attention.
  8. Checking Items off a list – Few things are as stressful as an unread email counter or a todo list with unchecked items. Checking them gives you a sense of accomplishment.

Lista útil para ter em mente no próximo brainstorm :)

UX Unicorns

Unicórnios de UX

Michal Pasternak, da HUGE, apresentou um workshop no festival de Cannes com um nome um tanto interessante: UX Unicorns.

Abaixo um preview do assunto, disponível no canal do Vimeo da HUGE.

Por que unicórnios?

Segundo Michal, a publicidade finalmente acordou para a importância dos profissionais de UX. Como são profissionais muito raros de serem encontrados, a HUGE decidiu que a melhor forma de contratar bons UX’ers seria formando ela mesma esses bons profissionais.

Huge designed a unique training program to teach the essentials of user experience design, in a hands-on setting that is just as unpredictable as agency life. The session includes insight into how the curriculum was developed, other aspects of the training experience, and how various departments and people at Huge were integrated into the programme. Michal shares successes, lessons learned and results of rolling out the training program to other departments in the company.

A seguir uma entrevista com Michal onde ela comenta um pouco sobre a visão da empresa sobre UX e o que eles entendem como o futuro da profissão:

UX em alta na maior premiação de criatividade do mundo #canneslions

Na semana de premiações e palestras incríveis acontecendo em Cannes, um re-post apropriado. Para a gente são old news, mas interessante saber que o mercado parou para prestar atenção à experiência do usuário.

O mercado de criatividade precisa de você como nunca precisou antes, amigo UXer.

Do Proxxima:

“UX: a nova ordem digital

Se há um novo mandamento para o mercado de marketing e comunicação digital, ele pode ser chamado de UX ou User Experience, defendeu a equipe da revista e consultoria inglesa Contagious, referência mundial em criatividade, durante apresentação no Palais de Festivals nesta segunda-feira, 18. Relegada a equipes de tecnologia e, muitas vezes, ignorada por criativos, a UX cria uma robusta e eficiente base tecnológica que permite a sites ou campanhas atenderem exatamente o que busca o usuário na internet: simplicidade e usabilidade. “São termos muitas vezes associados à técnicas, mas eles estão mais presentes em campanhas bem-sucedidas do que se possa imaginar”, disse Paul Kemp-Robertson, co-fundador da Contagious.

Para ilustrar a defesa feita em um auditório completamente lotado (na maior parte, por criativos), a Contagious reuniu dois de seus consultores corporativos – chamados de Insiders – para analisar cases bem-sucedidos, principalmente, por conta da UX. O primeiro, criado pelo Google Analytics, mostra, no ambiente real, como uma experiência digital pode ser ruim, na visão do usuário. Divertido, o vídeo apresentado Will Sansom levantou a plateia no Teatro Debussy:

O Brasil marcou presença na palestra da Contagious. Para a consultora Katrina Dodd, o projeto de social commerce MagazineVocê aponta para o que será o futuro do comércio eletrônico. “Você vende e ganha dinheiro fazendo o que já faz o tempo todo: conversando, se relacionando com seus amigos”, avaliou.

Já a marca de camisinhas Okamoto criou um aplicativo para casais que ainda moram na casa dos pais. Por meio do app, é possível sinalizar ao namorado – ou namorada – se o caminho está livre ou não. “Simples, divertido e capaz de gerar associação com a marca como poucas campanhas de TV”, analisou Sansom.

Outro case apresentado pela Contagious foi o Black Label Cup, uma competição interativa entre duas das maiores equipes de futebol da África do Sul. Para escolher o time que entraria em campo, usuários precisavam comprar um Black Label e seguir as instruções usando código em seus telefones.”